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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O Povo também quer entrar na Universidade

Desta vez
Custe o que custe
A educação vai melhorar
Lá no morro
Ninguém mais acredita
Nas mentiras que o governo vai contar
Ei, governo! Queremos estudar!!

Na manhã deste 30 de novembro a Juventude de movimentos sociais do campo e da cidade do Rio Grande Do Sul, MST, MTD, Levante Popular da Juventude, organizaram uma marcha-manifestação pela educação pública e popular . A concentração foi na Usina do Gasômetro e seguiu até o Palácio Piratini e após reunião com o governo do Estado foi até a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. abaixo  texto produzido pela organização sobre a ação de hoje. Clique nos links a seguir e assista outros fragmentos em vídeo da marcha http://www.youtube.com/watch?v=AKf6EN23_6w e http://www.youtube.com/watch?v=JKQD0L1EVGA&feature=related . 
manhã de 30 de novembro subindo a Rua General Vasco Alves, porto alegre

Historicamente a educação no Brasil é um assunto de segundo plano. A não ser em pomposas campanhas eleitorais, quando a sede por votos coloca em evidência temas de interesse da questão nacional, a educação é exaltada e surge como o primeiro compromisso de todos os candidatos. Mas, basta passar o período eleitoral para esse tema ser esquecido para ser retomado só depois de quatro anos.
O Brasil foi o último país na América Latina a ter uma universidade. Somente na década de 1930 a elite paulista decidiu criar a Universidade de São Paulo numa competição clara com o governo federal, que na época pretendia estabelecer uma universidade nacional no Rio de Janeiro, a Universidade do Brasil. Ou seja, a criação da primeira universidade no Brasil não se deu pelas demandas de produção de conhecimento ou por melhorias na qualidade de vida da população, se deu por mera disputa política entre as elites de São Paulo e Rio de Janeiro.
De lá pra cá muito pouca coisa mudou. Universidades novas foram criadas, porém o acesso a elas continua sendo restrito a alguns poucos, majoritariamente àqueles que pertencem às classes mais altas da sociedade. À imensa massa do povo brasileiro restam as escolas públicas sucateadas, que não incentivam o aluno a estudar e nem ao professor ensinar.
O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo e essa desigualdade é mantida e reproduzida por essa lógica que relega à educação um papel secundário no desenvolvimento econômico e social do país. A burguesia, os patrões precisam de mão-de-obra barata para manterem suas altas taxas de lucro e seu alto padrão de vida, portanto precisam de trabalhadores com formação técnica suficiente apenas para desempenhar suas funções subalternas no mercado de trabalho.Peão bom não é o que pensa, é o que trabalha!
A juventude é a que mais sofre com essa lógica de “secundarização” da educação, pois é ela quem sente diariamente os efeitos de um ensino que mal forma para o mercado de trabalho, muito menos que ajuda a emancipar a pessoa, a pensar e buscar soluções para os problemas da realidade. Um adolescente que se forma hoje no ensino médio público se depara com um dilema: encontrar um emprego em um mercado de trabalho cada vez mais exigente ou disputar uma das poucas vagas no ensino superior público com pessoas que tiveram uma formação de muito melhor qualidade em escolas privadas.
Se mesmo assim um estudante de escola pública consegue ingressar na universidade, a permanência deste na graduação se torna uma luta cotidiana, pois a universidade pública não está preparada para estudantes de baixa renda. A universidade pública continua exigindo de seus alunos que obtenham materiais caros para utilizarem em seus cursos, afinal a estrutura disponível dentro da universidade não é suficiente para todos que estudam nela. Basta entrar em uma biblioteca e ver quantos exemplares de um livro estão disponíveis para os estudantes.
Os programas de assistência estudantil são mínimos e, na maioria das vezes, exigem que o estudante trabalhe em funções alheias às áreas que ele estuda em seu curso, e tudo isso com uma bolsa-auxílio que mal dá para sobreviver por um mês.
Essa é a cara da educação no Brasil.Séculos atrasada em relação aos nossos vizinhos latino americanos, restrita a uma pequena elite que pode formar seus filhos nas melhores escolas privadas e um ensino público que forma (quando forma) mão de-obra barata para a reprodução do sistema desigual em que vivemos.
Precisamos quebrar com essa lógica. Precisamos de um ensino que nos forme para a vida, que nos dê a capacidade de refletir o mundo em que vivemos, que nos dê a capacidade de propor soluções para os problemas que enfrentamos diariamente.
Para essa educação que liberte dizemos que é necessário o investimento de 10% do PIB, exclusivos para a educação. É preciso investir no profissional da educação, garantindo a eles as condições de uma formação continuada, salário digno através do piso nacional dos professores, infraestrutura adequada para que possam desenvolver suas capacidades didáticas. É preciso lutar pela manutenção e ampliação das cotas raciais e para estudantes de escolas públicas nas universidades públicas. Queremos que 50% das vagas sejam destinadas a esses estudantes. Só assim quebraremos com a lógica elitista da produção de conhecimento da academia brasileira.
É um verdadeiro crime que mais de 24 mil escolas tenham sido fechadas no campo desde 2002. Em resposta a isso exigimos que mais institutos técnicos, voltados para a realidade do campo, sejam criados no meio rural brasileiro.
Essas pautas, em educação, são as mínimas para um país que se propõe a erradicar a miséria. Por elas estamos nos organizando em todo o estado e por elas estaremos na rua, exigindo respostas concretas dos governos. Somos jovens do campo e da cidade. Jovens pobres, de escola pública, camponeses, jovens trabalhadores, estudantes, organizados para construir um Projeto Popular.
Educação decente é o que a gente quer, não só andar de tênis nike no pé!
Pátria Livre! Venceremos!
fonte do texto: levantepopulardajuventude.blogspot.com

fumaça de sinalizador, ambiência para a luta em marcha
educação em movimento por uma universidade popular, na frente palácio piratini  manhã de 30 de novembro

Vídeo  e fotos: Leandro Anton

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Elyseu em Cena - teatro, dança, música... pura arte da vida

Na tarde de hoje, no Teatro Renascença, Centro Municipal de Cultura de Porto Alegre teve o Especial Elyseu em Cena. A Escola Elyseu Paglioli fica no Bairro Cristal, é a primeira Escola Especial da Cidade e foi criada em 1988 na Rua Butuí. Esta é uma das 8 escolas públicas da Região Cristal com as quais o Quilombo do Sopapo desenvolve ações e relações comunitárias e institucionais.
No curso de áudio deste segundo semestre tocado no ponto de cultura por Ricardo Sória, o Pelota, estamos com três integrantes da escola que são a professora Elaine Tavares e os estudantes Ivo e Kauana. Uma das ações do curso será um Rádio Conto que trabalhará a situação da transformação urbana do Cristal e neste caso a da Vila Cristal que será atingida pela duplicação de uma avenida, a Avenida Tronco.
A Escola Elyseu Paglioli, como consta na sua página na internet, viveu na sua história o mesmo preconceito que hoje estão vivendo os moradores da Vila Cristal que lutam pelos seus direitos de moradia e de permanência na Região como podem ler neste registro extraído da página: "A Escola Municipal Especial de Ensino Fundamental Professor Elyseu Paglioli foi a primeira escola especial municipal de Porto Alegre, fundada em 1988 para atender alunos com deficiência mental. Nesta época, houve vários movimentos da comunidade do bairro Cristal, que não desejava ter em suas proximidades uma escola para “anormais”, o que poderia até desvalorizar os imóveis da região." Fragmentos dos nossos cursos e percursos...
O mesmo argumento, 23 anos depois, de desvalorização de imóveis foi usado por parte dos moradores da área "regular" do Bairro para tentar impedir a desapropriação de terrenos indicados pela Comissão de Moradores da Vila Cristal e Divisa para reassentamento das famílias que serão atingidas por uma das obras preparatórias a Copa do Mundo 2014. 
A resistência e a beleza da luta pelos direitos humanos que a Escola Elyseu Paglioli desenvolve gera, entre tantas e incontáveis atividades, o Elyseu Em Cena que abaixo tem imagens, numa tarde de temporal em Porto Alegre, que não impediu de lotar as dependências do Teatro Renascença para aplaudir a estudantes, professores e famílias especiais do Cristal e arredores. É com esta força e vitória que a Elyseu obteve que a Vila Cristal se alimenta para democratizar o mais radicalmente o Bairro que ajudou a construir e a romper preconceitos que teimam em persistir no tempo e no espaço do Cristal.











Kauana
Música de Gonzaguinha que fez parte das apresentações e foi cantada com muita emoção.


Texto e fotos: Leandro Anton

terça-feira, 29 de novembro de 2011

ELYISEU EM CENA 2011 - dia 30 no TEATRO RENASCENÇA

O Elyseu em Cena é uma apresentação anual, organizada pelos Educadores da Escola Especial Eliseu Paglioli.

Para este ano foi preparado um espetáculo de artes integradas.

O Quilombo do Sopapo divulga e recomenda a todos que prestigiem essa ação de inclusão artística.


post: Ricardo Sória

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Universidade é Universidade Popular

30 de novembro, quarta-feira
às 8h30min
Concentração em frente a Usina do Gasômetro

 “Marcha por uma educação de qualidade e por mais acesso à Universidade! Dia 30 de novembro: o ponto de concentração é em frente a Usina do Gasômetro às 8h30! Esperamos todos lá no horário marcado!!!!!!!! por uma educação melhor. EDUCAÇÃO DECENTE É O QUE A GENTE QUER E NÃO SÓ ANDAR DE NIKE NO PÉ!” Carlos Alberto Machado, Levante Popular da Juventude, Cruzeiro.

A manifestação está sendo organizada em uma articulação dos movimentos da Via Campesina (MST, MPA, PJR...), Levanteda Juventude, MTD e tem articulações também com grupos da Universidade que construíram a Chapa 5 - Para Além Dos Muros. Queremos uma educação de qualidade, que prepare o estudante para a vida e não apenas para o mercado do trabalho. Queremos mais acesso à universidade, ampliação do sistema de cotas, o piso nacional para os educadores do campo e da cidade, mais escolas técnicas no meio rural. Por isso vamos para a rua com os estudantes das escolas públicas exigir uma educação de qualidade! vamos entrar na Universidade com esses estudantes para deixar claro que o lugar de quem estuda em escola pública é na Universidade Pública!Rafael Fc



post: Leandro Anton


O 20 de Novembro no Quilombo do Sopapo

Fazemos as coisas no tempo da vida, com o que se tem e percebemos que temos muito, que o simples é extraordinário no encontro, quando este encontro é aberto a magia da criação.
Esta frase reflete o que foi o primeiro 20 de novembro que comemoramos nos quatro anos de Quilombo do Sopapo.
O encontro aconteceu com o Pampa Esquema Novo e O Grande Tambor para quem aceitou o convite e pode comparecer na tarde noite de domingo na Avenida Capivari 602.  Recebemos também o Nação Periférica, grupo de Maracatu de Alvorada que surgiu na Umbú. As quatro meninas se apresentaram durante a música Pampa Esquema Novo que encerrou o show às 22h numa grande batucada que teve tambor de Candombe, de Maracatú e Sopapo.

Nação Periférica no Pampa Esquema Novo


Doce Amor Se Faz Samba Puro
o simples se cria com panos, um presente para a fotografia

Bataclã FC, Mestre Baptista e Mestre Giba Giba são os padrinhos e madrinha do Quilombo do Sopapo. O Grande Tambor na tela durante o show Pampa Esquema Novo gerou o encontro dos Mestres com integrantes da Bataclã FC.

Mestre Baptista em sua oficina de instrumentos em Pelotas com Sopapos ao fundo

Mestre Giba Giba na tela durante passagem de som
O Quilombo do Sopapo segue na resistência e o encontro como este do 20 de novembro fortalece a luta das comunidades do Cristal pela terra e moradia, pela cultura, pelo direito à cidade e o lugar que ajudaram e seguem construindo.
Nesta quinta-feira, 24 de novembro, no Teatro de Arena Pampa Esquema Novo será apresentado a partir das 20h30min. Importante, o show é gratuito e o Arena tem 120 lugares. 

Post e fotos: Leandro Anton

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Grande Tambor - 20 de novembro

O 20 de Novembro, dia da Consciência Negra,  próximo domingo, terá no Quilombo do Sopapo uma programação com início às 16h. 
16h - abertura da Casa para mateada e prosa
18h - O Grande Tambor, projeção de uma hora do documentário 
20h30min - Show Pampa Esquema Novo - Richard Serraria
Local: Quilombo do Sopapo
End.: Avenida Capivari 602, Bairro Cristal, Porto Alegre
Contato: 51-3398-0602
As atividades são gratuitas.
 
O Grande Tambor

A chamada acima foi gravada durante a produção do documentário, na oficina de Tambores do Mestre Griô Baptista, lutier de Sopapos e que produziu os Tambores de Sopapo utilizados no CABOBU, encontros dos Tambores do Sul que teve duas edições realizadas em 2000 na cidade de Pelotas. Outro Mestre também foi decisivo para que estes encontros ocorressem, o Mestre Giba Giba.
Pampa Esquema novo
a dança dos negros na pampa em 1852, pelotas
Pampa Esquema Novo é o 5º disco da carreira e avança na peculiar mescla de MPB e MPP (Música Popular do Pampa) da canção. Gravado em Montevidéo, Buenos Aires, Pelotas, Rio de Janeiro, São Paulo e nos estúdios Tec Áudio em Porto Alegre, o disco foi produzido por , Angelo Primon, Eu e Lucas Kinoshita, com muita força na percussividade brasileira e da bacia do Prata. Conta com participações especiais de Zeca Baleiro, Daniel Drexler, Pablo Grinjot, Sebastían Jantos, Juan Schellemberg, Vanessa Longoni, Marcelo Delacroix... “ Richard Serraria


Gravura: Aquarela de Hermann Wendroth, documento mais antigo que registra a existência de um Grande Tambor no Sul, o Tambor de Sopapo.



Post: Leandro Anton

sábado, 12 de novembro de 2011

Vila Ecológica

algodão doce em porto alegre rua pinguim.
foto: Leandro Anton

Pampa Esquema Novo - 20 de novembro

Azul meu Orixá
tarde de 09 de novembro , porto alegre

Pampa Esquema Novo é o 5º disco da carreira e avança na peculiar mescla de MPB e MPP (Música Popular do Pampa) da canção. Gravado em Montevidéo, Buenos Aires, Pelotas, Rio de Janeiro, São Paulo e nos estúdios Tec Áudio em Porto Alegre, o disco foi produzido por , Angelo Primon, Eu e Lucas Kinoshita, com muita força na percussividade brasileira e da bacia do Prata. Conta com participações especiais de Zeca Baleiro, Daniel Drexler, Pablo Grinjot, Sebastían Jantos, Juan Schellemberg, Vanessa Longoni, Marcelo Delacroix... “ Richard Serraria


O show de 20 de novembro no Quilombo do Sopapo, 20:30h, na Rua Capivari 602 terá os músicos Angelo Primon (viola de 10 cordas, viola de cocho, violão), Dany Lopez (vindo direto de Montevidéo para tocar teclados, samplers e gaita), Lucas Kinoshita (sopapo, bateria e voz), Filipe Narcizo (baixo) e Mimo Ferreira (percussões de candombe uruguaio, bumbo leguero, etc) mais Richard Serraria (poesias, voz, violão, sopapo e tamborim). Não será paga entrada.
A casa vai estar aberta a partir das 16h e às 18h será apresentado o documentário O Grande Tambor com uma hora de projeção.  A cuíca do Mestre Griô Baptista, padrinho do ponto de cultura, e lutier de Sopapos está na próxima canção. Salve Mestre!
Avisa que o amor vai chegar
casa de Maria e Neives na rua são jorge tarde de 10 de julho de 2010, pelotas


Post e Fotos: Leandro Anton

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A continuação... Buracos de Agulha


No dia 1º de setembro de 2011, uma turma começou um novo ciclo de oficinas de fotografia no Quilombo do Sopapo.  A idéia é dar sequência ao trabalho com fotografia, que no início do ano publicou o livro Imagens Faladas. Uma nova turma, novos olhares, diferentes perguntas.

Dia 8 de setembro, a primeira oficina prática, começou com a montagem dos  pinholoscópios. Uma ferramenta simples, manual, direta, para o começo da compreensão. Era necessário desconstruir a relação da gurizada com a a tecnologia digital. Sem botão, sem bateria, nem mesmo manivela.

Foto Eduardo Seidl/Quilombo do Sopapo
Foto Eduardo Seidl

Foto Leandro Anton/Pinhole em Caixa de Fósforo
No primeiro sábado de sol, a turma começou experimentando a câmera fotográfica em caixa de fósforo, a Pinlux! Foi uma forma de, depois de revelada a película, incentivar mostrando que é possível. Existe vida fotográfica fora dos equipamentos industrializados.

Foto Leandro Anton/Pinhole em Caixa de Fósforo apoiada no portão
Depois de vermos a fotografia projetada dentro do Pinholoscópio, de vermos nosso retrato em grupo capturado por uma caixinha de fósforo manufaturada. A proposta foi mergulharmos em uma técnica que não foi utilizada durante o ano de 2010. A pinhole em tubo plástico de bobinas de película 35mm. Um tubo, um orifício e um pedaço de papel fotográfico. Uma prática mais lenta. Uma foto por saída, o processo do laboratório preto e branco. A sensação de envolvimento é nítida, a luz vermelha, envelopes de papel, submergir o retalho no revelador e ver a fotografia surgir como num suspense.

Foto Eduardo Seidl/ Oficina de pincel de luz e pinhole em tubos plásticos.
Os tubos plásticos são estes sobre a mesa. Uma proteção de fita isolante vai sobre a tampa, para evitar possíveis vazamentos de luz. A base é para dar mais estabilidade às longas exposições no ato fotográfico. Mas como compreender que um pedaço de papel, escondido no escuro do tubo plástico, vai perpetuar uma imagem que está no lado de fora?
O Pincel de Luz é feito com papel fotográfico exposto à luz. Este papel está com o preto total, ocultado nos cristais de prata. Com um pincel como ferramenta, a proposta é desenhar sobre este papel usando como "tinta" o revelador Dektol, específico para a revelação de fotografias P&B. A sensação imediata é de frustração, quando ao passar o pincel nada acontece, além de molhar. Esta frustração é imediatamente tomada pela surpresa de ver surgir uma graduações de cinzas até o preto. A mágica está revelada. vamos à prática.

Pincel de luz do Cleoson. Ganas de ver!

Pincel de Luz de Wesley . Uma estranha figura aparece, lá vem o pato patatipatacolá!

Pincel de Luz do Cleoson. A galera tá ligada, para quê(m) serve a TV?

Os tubos fotográficos em ação. Cada um está fotografando um quadro que inclui o outro tubo.

Uma câmera naturalmente ótima para macrofotografia.

Em seguida o laboratório. Momento de revelar o erros e acertos.

Laboratório improvisado no banheiro do Ponto de Cultura.
Cada participante teve 9 papéis para fotografar. O início é um teste, tentar tempos distintos em situações variadas de luz. O processo de calibragem da câmera. Ou, uma forma de afinidade do fotógrafo com sua câmera. Uma relação pessoal, cada tubo é diferente do outro. A folha de fotografias abaixo é do Paulo Leonardo. ele buscou os planos gerais. Se concentrou em fotografar a casa do Ponto de Cultura. Registrando as formas, os grafites, etc. Como primeira experiência, rendeu muito.

Folha de fotografias pinholes do Paulo Leonardo. Destaque nos tubinhos.
Um destaque entre as fotografias, selecionado pelo próprio Paulo, está ai embaixo para deslumbre dos leitores.

Pinhole de Paulo Leonardo. Fachada do Quilombo do Sopapo.
Segundo Paulo, ele escolheu esta foto pois, "Ela se criou bem. Ficou bonita a fachada da casa". Para Paulo Leonardo, a fotografia é 'Suspense' por quê a dúvida acompanha todo o processo. Na hora da exposição, escolheu um tempo, 10 seg.. Aqueles 10 segundos foram os mais longos de sua vida. Aproveitados na íntegra. Ao fechar o tubo, depois da exposição, o caminho até o laboratório foi de suspense, por ver o que tinha se sucedido. Ao colocar a folha no revelador, mais alguns longos segundos, para que se iniciasse o escurecimentos do seu quadro e a felicidade pura tomasse conta.
Esta nova edição do projeto fotográfico do Quilombo do Sopapo continua até o final do ano. Outras reportagens fotográficas surgirão. Estamos apenas começando. Há mais para contar, continuamos no próximo post.

Texto: Eduardo Seidl e Paulo Leonardo