Os porões da ditadura militar sufocaram a arte de forma ampla e crudelíssima. Sequestrou, torturou, matou...
O livro de Frei Beto Batismo de Sangue retrata algumas das facetas mais indignas e lamentáveis da história desse país, e é justamente esse livro que acabamos por utilizar como guia referencial de estudos para a formulação da música Tortura Nunca Mais. Esse livro possui filme homônimo, e é ele quem encerrará o ciclo anual de cinema comunitário Cine Sopapo 2010, imperdivel.
Na ocasião estaremos apresentando na abertura da sessão uma apresentação artística trabalhada dentro do projeto SOPAPO bEaTbOx DIDÁTICO.
O resultado desse trabalho poderá ser conferido no dia 22/12, às 19h, no encerramento do ciclo anual de filmes do Cine Clube do Quilombo do Sopapo, Rua Capivari 602 - Cristal - POA, RS.
postado por: Ricardo Sória
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Primeiro encontro: Projeto SOPAPO bEaTbOx DIDÁTICO
Integrar educação e arte rimática, versar conhecimentos gerais e compila-los a cultura hip-hop, usar a prática como instrumento potencializador de aprendizado... Pois é, escrever é fácil, chegar depois de tudo pronto e só curtir o momento também é fácil...
Somos o RAP do Cristal, não é bafo, é suor, é caminhada. Simplesmente: Everton Negro É, Cristiano Bronze, Ricardo Sória - Pelota, Rodrigo Oliver... Apenas Sequela Rap, Bronze e Unirevolência iniciando mais uma jornada...
Vem ai o Disco SOPAPO bEaTbOx DIDÁTICO
O video e as fotos são: Leandro Anton.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
CONFIRMADO CURSO DE HIP-HOP no QUILOMBO
Na cultura Hip-hop o termo beatbox refere-se a habilidade humana de reproduzir sons de bateria com a boca, mas na realidade as coisas vão muito mais além. Pois não é só a boca que usamos e nem é somente sons de bateria que reproduzidos durante o beatbox.
A palavra beatbox significa, se traduzido para o português, caixa de batida.
beat=batida
box=caixa.
O termo utilizado para apontar a pessoa que executa o beatbox é beatboxer.
Convidamos aos interessados para na próxima terça-feira, dia 07/12 a partir das 17h, no Quilombo do Sopapo, dar início aos encontros com os educadores e músicos Everton "Negro É" e Ricardo Sória "Pelota" para percurtir com a voz e as mãos de forma didática. Hip-Hop e interação comunitária no Sopapo.
O curso abordará:
VAGAS LIMITADAS.
Formação100% SOFTWARE LIVRE!!!
REALIZAÇÃO: QUILOMBO DO SOPAPO
CENTRAL SOCIAL RS
A palavra beatbox significa, se traduzido para o português, caixa de batida.
beat=batida
box=caixa.
O termo utilizado para apontar a pessoa que executa o beatbox é beatboxer.
Convidamos aos interessados para na próxima terça-feira, dia 07/12 a partir das 17h, no Quilombo do Sopapo, dar início aos encontros com os educadores e músicos Everton "Negro É" e Ricardo Sória "Pelota" para percurtir com a voz e as mãos de forma didática. Hip-Hop e interação comunitária no Sopapo.
O curso abordará:
- História do Beatbox;
- Audição dos pioneiros da arte do Beatbox;
- Práticas de Beatbox;
- Registro audiovisual das oficinas;
- Produção textual;
- Publicação na web.
VAGAS LIMITADAS.
Formação100% SOFTWARE LIVRE!!!
REALIZAÇÃO: QUILOMBO DO SOPAPO
CENTRAL SOCIAL RS
domingo, 28 de novembro de 2010
Abraço Coletivo - a volta do povo à praça
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| foto: Eduardo Seidl - abraço coletivo ao final de uma hora de montagem da geodésica |
Foi um dia diferente o 27 de novembro. Desde terça-feira, 23, as nuvens cobriram o céu de Porto Alegre e assim também foi o domingo dia 28. Mas o sábado foi de céu azul, sol forte e nenhuma nuvem no céu. Foi com um dia de intensa energia que a Volta do Povo à Praça teve sua primeira edição. As ações tiveram seu início pouco depois das sete horas da manhã com a retirada dos materiais e equipamentos de dentro do Quilombo do Sopapo para que os espaços fossem montados na praça.
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| foto: Eduardo Seidl |
Junto ao muro, que durante o dia teriam grafites e frases sendo pintadas, o levante popular da juventude montou sua serigrafia e local de oficina de muralismo. O grupo estava com quase vinte jovens que trabalharam com telas de serigrafia e moldes de stencils feitos em chapas de raio X. Produziram mais de cem estampas em camisetas. O movimento teve quase 10 horas de produção e de interação. A criançada se destacou nesta troca.
O levante também tocou as oficinas que resultaram nas artes do muro do condomínio vizinho à praça e também de parte da casa que fica no centro deste espaço público. Esta atividade deixou registros permanentes da ação e da participação da comunidade na Alexandre Zachia e também em movimento pelas ruas do Cristal e de Porto alegre que circulam nas camisetas de crianças, jovens e adultos das comunidades.
No entorno da casa, no centro da praça, foram localizadas bancas para a feira de troca de livros com o Clube de Mães do Cristal que também durante a tarde fez uma atividade de contação de histórias na sombra de uma das árvores, que te convidam para uma prosa e um mate no dia tão ensolarado. A FASC durante a manhã na sua banca tirou dúvidas da comunidade com relação ao bolsa família e teve a companhia da Secretaria de Direitos Humanos que estava lançando a campanha contra a exploração sexual infantil.
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| foto : Eduardo Seidl - feira de troca de livros promovida pelo Clube de Mães do Cristal |
A concentração de árvores no entorno da casa foi o convite para abrigar os educadores da Fundação Iberê Camargo que atraíram mais de 50 crianças que passaram o dia fazendo desenhos, adesivos e pinturas. Entre os educadores, o David, também participou com sua viola do palco montado dentro da geodésica e que durante toda a tarde sonorizou a praça com grupos locais e convidados.
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| foto: Eduardo Seidl - Oficina dos educadores da Fundação Iberê Camargo |
| foto: Aranha -Grupo da Casa de Nazaré |
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| foto: Aranha - David ao violão |
Esta estrutura foi a cobertura do palco para as apresentações musicais da tarde do dia 27 de novembro, e como estamos no Rio Grande do Sul, o que cobriu a Geodésica foram tecidos nas cores azul e vermelho, num belo GRENAL.
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| foto: Aranha - Central Social RS |
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| foto: Aranha - Richard Serraria |
Outro legado desta primeira edição é a passagem da casa que há no centro da praça para a administração do grupo de trabalho, sendo que as chaves ficaram na sede do Quilombo do Sopapo. Estas casas existiam em várias praças de Porto Alegre e hoje estão praticamente todas demolidas por determinação das últimas duas gestões municipais. A da praça Alexandre Zachia era reinvidicada para a instalação de um posto policial numa lógica de prevenção à violência pela repressão.
| foto: Leandro Anton Casa que estava para ser demolida |
| foto: Leandro Anton |
post: Leandro Anton
sábado, 27 de novembro de 2010
A Volta do Povo à Praça
O Fórum Regional de Justiça e Segurança da Região Cristal iniciou em setembro um grupo de trabalho para identificar iniciativas que mobilizassem a comunidade para a ocupar os espaços públicos das ruas e assim manifestar uma prática de prevenção à violência a partir de ações comunitárias culturais, colaborativas e solidárias. Este grupo de trabalho priorizou neste momento uma ação comunitária de revitalização da praça Alexandre Zachia que fica entre as avenidas Chuí, Capivari e Ibicuí.
O resultado deste ação começou a ter visibilidade com melhorias nas condições da praça, pinturas nos brinquedos, trocas de telas das quadras e estudos para as soluções de drenagem que estão sendo executadas pelo município. Porém, para dar visibilidade a articulação comunitária desta iniciativa o grupo de trabalho marcou uma Ação comunitária de atividades culturais e sociais entre os diversos integrantes do fórum, associações de moradores, condomínio, escolas, centros comunitários, organizações não governamentais, artistas e movimentos sociais conjuntamente.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
A Volta do Povo à Praça
Neste sábado dia 27 de dezembro estaremos participando da atividade A Volta do Povo à Praça. Esta ação faz parte da articulação do Fórum de Justiça e Segurança do Cristal que é coordenado por Lenemar Bastos da Icaraí II. Desde setembro deste ano foi tirado um grupo de trabalho neste fórum para pensar uma ação na praça Alexandre Zachia, que fica em frente ao Quilombo do Sopapo. Durante três meses foi pensada a atividade e que se realizará neste sábado.
Segue abaixo o cartaz e a programação do dia. Também todas as organizações e entidades que contribuíram para a Volta do Povo à Praça. teremos shows, oficinas, serigrafia, montagem da geodésica e informações sobre programas sociais e campanhas.
Venha para a praça Alexandre Zachia neste sábado a partir das 9h e curta uma das atividades que estarão rolando até às 22h deste dia 27.
post: Leandro anton
Segue abaixo o cartaz e a programação do dia. Também todas as organizações e entidades que contribuíram para a Volta do Povo à Praça. teremos shows, oficinas, serigrafia, montagem da geodésica e informações sobre programas sociais e campanhas.
Venha para a praça Alexandre Zachia neste sábado a partir das 9h e curta uma das atividades que estarão rolando até às 22h deste dia 27.
post: Leandro anton
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Cine Sopapo todas as quartas
Iniciou na quarta-feira, 17 de novembro, o Cine Sopapo. Esta iniciativa dá início a programação de um dos cinco espaços de atividades do Quilombo do Sopapo, no caso a sala de cinema. A programação destes primeiros dois meses de funcionamento foi feita pelo projeto de Territórios da Paz e é coordenada por NegroÉ (Everton Marinho) e André.
A sala foi resultado do projeto Economia Solidária na Prevenção à Violência (cobertura) e do projeto interações estéticas - residência artística "Arte Bioconstruída" executado pelo Casa Tierra durante o verão deste ano. Esta residência artística desenvolveu toda a ambientação do espaço durante um mutirão em março registrando nas paredes da sala mosaicos e pinturas que podem ser observados nas fotos da primeira sessão da tarde.
A abertura do cine sopapo contou com a participação dos educardoes da Fundação Iberê Camargo que levaram um grupo de crianças da AMAVITRON, Associação de Moradores da Vila Tronco, localizada na Grande Cruzeiro, comunidade esta que faz parte do Território de Paz. A sessão teve o filme Kiriku e a Feiticeira e após um bate papo com o público.
Durante os meses de novembro e dezembro todas as quartas-feiras ocorrerão sessões às 16 e 19h sempre finalizando com um bate papo sobre as temáticas que os filmes irão apresentar na tela do Cine Sopapo.
Sala em montagem Fotos: Leandro Anton
Primeira sessão às 16h filme Kiriku e a feiticeira Fotos : Saionara Silva
Programação das quartas-feiras dos meses de novembro e dezembro. Sessões Às 16h e às 19h.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Estão abertas as incrições para as oficinas de HIP-HOP DIDÁTICO no Circuito Interações em BH
As oficinas – que fizeram muito sucesso na etapa de Recife – também vão ser realizadas no Circuito Interaçõe Estéticas de Belo Horizonte, de 26 a 28 de novembro, na sede da Funarte MG. Confira abaixo qual delas mais se identifica com você e increva-se através do email interacoesesteticasbh@gmail.com. São poucas vagas, corra!
A foto abaixo é da oficina de Hip-hop Didático.
Oficina de Hip-hop Didático
Artista: Ricardo SóriaA oficina é realizada em sistema de workshop de produção musical, incluindo basicamente estas três etapas: apresentação do projeto, proposta e equipamentos; oficina de produção textual e musical duma faixa didática e mixagem e finalização da música em mídia digital.
data: 28/11, de 10h às 12h.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
BELO HORIZONTE confirma presença do Projeto Música Didática como Instrumento de Transformação
Projeto Música Didática como Instrumento de Transformação está na grade de programação do Circuito Interações Estéticas - Belo Horizonte, MG.
A ação que foi desenvolvida dentro do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, agora transcende as dependências do Quilombo e chega a grade de mais um grande evendo brasileiro.
Depois de passar por São Paulo e Recife, o Circuito Interações Estéticas chega a Belo Horizonte. O evento vai se realizar de 26 a 28 de novembro na sede da Funarte MG – Rua Januária, 68 – bairro Floresta, Belo Horizonte.

O Circuito Interações promove a divulgação de contemplados do prêmio Interações Estéticas – Residências Artísticas em Pontos de cultura e convidados pelo Brasil. Artistas como Araçá Blu e Jorge Mautner farão apresentações no evento. Não perca!
A oficina musical didática, ministrada por Ricardo Sória - Central Social RS, ocorrerá no dia 27. Mais informações no site do evento:http://www.funarte.gov.br/interacoesesteticas/
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Câmera Gigante
O dia da criança de 2010 foi diferente para o Movimento Sem Terrinha e para as crianças moradoras do Morro Santa Tereza em Porto Alegre.
As crianças do campo vieram conhecer a história das crianças da cidade. Histórias de vida diferentes? Nem tanto. Todas elas crescem inseridas num cotidiano de luta por direitos tão básicos, e ao mesmo tempo tão difíceis de se garantir. Moradia, educação, espaço de convívio comunitário, entre outros.
Entre estes tantos direitos está a memória como peça fundamental para a constituição da identidade do indivíduo e do grupo social. A memória é ferramenta indispensável para que as novas e próximas gerações, saibam dos esforços feitos hoje para o bem estar no futuro.
O Movimento o Morro é Nosso é isto.
O Movimento Sem Terrinha também.
O Movimento Sem Terra já sofreu durante anos a experiência das interpretações e desinformações dos meios de comunicação. As histórias que preenchem os espaços noticiosos estão, quase na totalidade, unificadas numa versão contrária a que vivem.
A câmera pinhole gigante foi montada com tubos de PVC e lona plástica preta, utilizada para levantar acampamentos do Movimento de Trabalhadores Sem Terra. A experiência fotográfica reuniu quase 500 crianças.
A intenção da educação fotográfica é fazê-los autores desta produção de narrativas em imagens. Promovendo a experiência suficiente para que saibam fazer, absorvam como prática cotidiana, mas também que sejam hábeis críticos dos trabalhos turvos que não compatibilizam com a sua própria visão.
A fotografia é fundamental neste processo histórico e comunicacional. Por transmitir a mensagem formulada pelo autor, fotógrafo, mas também carregar detalhes primários, símbolos, sinais, que possibilitam o resgate de outras lembranças, ativam o imaginário e propulsionam as conexões.
Na prática desta atividade, as centenas de Sem Terrinhas que vieram ao Morro Santa Tereza no dia da criança estavam com câmeras fotográficas compactas que circularam entre mãos e olhares distintos. Uma real e direta memória coletiva. Uma oportunidade para eles instigarem o olhar e a percepção.
Didaticamente, a câmera gigante do Morro Santa Tereza desmistificou a noção de fotografia industrial. A fotografia está fisicamente em nosso entorno. Ela está constantemente sendo construída em nossa mente, ao olhar algo que desencadeie um raciocínio. A fotografia não precisa necessariamente de um botão em um equipamento movido a pilhas.
Os vídeos aqui postados mostram um pouco do que aconteceu neste dia. No primeiro, a câmera gigante com as exclamações e interrogações previstas. Já a produção fotográfica montada no segundo vídeo, também pode ser vista com mais tempo no www.flickr.com/photos/semterrinhas.
Os agradecimentos são para todos que estiveram envolvidos e presentes na grande festa. Especialmente para a Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta Favela, Coletivo Catarse, FestFotoPoa, lideranças e moradores das comunidades do Morro Santa Tereza. Aos fotógrafo Leonardo Melgarejo e Luiz Abreu. Ao Movimento Sem Terra. Aos participantes do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo.
Esta iniciativa simultaneamente se inspira e fortalece
a política de Pontos de Memória Fotográfica.
Texto e vídeos: Eduardo Seidl
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