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domingo, 12 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Teatro no Quilombo do Sopapo - Canto para as Iabás
Canto para as Iabás – Celebração do feminino
Espetáculo músico-teatral
Segundo Mariana Konrad, integrante do grupo, "O projeto foi criado a partir de composições musicais unindo dança, teatro, poesia e artes visuais. Ainda em processo de criação e construção, cada integrante expressa e acrescenta diversas vivências à composição da peça. O espetáculo propõe uma homenagem às Iabás - orixás femininos - através de interpretações relacionadas com os comportamentos e descobertas da mulher. Transformação, purificação, harmonia, beleza, conquista... A diversidade da natureza feminina dentro do universo afro-brasileiro."
O Grupo:
Voz e atuação: Clarice Nejar
Dança e artes visuais: Mariana Konrad
Tambor e voz: Viviane dos Santos
Violão e voz: Júlia Monteiro Schenkel
Percussão e sonoplastia: Walter Mello Ferreira “Pingo”
Concepção, poemas e música: Clarice Nejar
Direção cênica: Melissa Dornelles
Produção e realização: Clarice Nejar e Mariana Konrad
postado por: Leandro Anton
Quilombo dos Silva - a Luta pela Terra em Porto Alegre
"...todo camburão tem um pouco de navio negreiro..."
(Marcelo Yuka)
- ATO CONTRA O RACISMO INSTITUCIONAL, TORTURA, EXTERMÍNIO DA JUVENTUDE NEGRA, VIOLÊNCIA DE ESTADO E POLICIAL, CONTRA O ESTADO DE SÍTIO EM NOSSAS COMUNIDADES E NAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS, PELA TITULAÇÃO IMEDIATA DAS TERRAS DE QUILOMBO, PELA REFORMA AGRÁRIA, POR REPARAÇÕES JÁ.
DIA : 09 DE SETEMBRO DE 2010, QUINTA-FEIRA
CONCENTRAÇÃO: NO INCRA /RS ÁS 14H
APÓS, CAMINHADA ATÉ PRAÇA DA MATRIZ COM ATO ÁS 17H.
REAJA A VIOLÊNCIA RACIAL!!!
Reflita sobre os depoimentos... Desejando se somar a esta luta pelos direitos Quilombolas assine a convocação e remeta ela para o e-mail que segue huanda_rs@hotmail.com . NOS ENCONTRE DIA 09 DE SETEMBRO ÀS 14H EM FRENTE AO INCRA - RS.
CONTATO: Ana Honorato - 93389819 e/ou Onir Araújo - 81736942
COMITE EM DEFESA DO QUILOMBO DA FAMÍLIA SILVA:
- MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO;
- FRENTE NACIONAL EM DEFESA DOS TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS;
- COMISSÃO DE CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA;
- CEDRAB;
- REDE DE RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA E SAÚDE;
- SINDSPREV;
- CEMAPI;
- ASSOCIAÇÃO DOS GEÓGRAFOS DO RS;
- SINDISAUDE;
- SINDICATO DOS CORREIOS E TELEGRAFOS;
- SINDSERF;
- MST;
- REDE MOCAMBO;
- SINTECT;
- PSTU;
- ANEL;
- QUILOMBO RAÇA E CLASSE DA CONLUTAS;
- AFRICANISTAS DA BOM JESUS;
- GABINETE DEPUTADO RAUL CARRION;
- MOVIMENTO NEGRO PDT;
- QUILOMBO FAMILIA FIDELIS;
- FRENTE PARLAMENTAR QUILOMBOLA;
- MOVIMENTO NACIONAL DA LUTA PELA MORADIA;
- MOVIMENTO QUILOMBISTA;
- COLETIVO ALMIRANTE NEGRO;
- QUILOMBO DO SOPAPO;
A CARNE MAIS BARATA DO MERCADO É A CARNE NEGRA!
Para conhecimento de todos.
Gilmar Abimbadè
BRIGADA MILITAR INVADE O QUILOMBO SILVA, ENCOMENDA OU CASUALIDADE?
Há um mês da comemoração de aniversário de um ano de titulação do Quilombo, a Família Silva ganha um “ presente surpresa”, ...
1ª episódio:
No final da tarde do dia 24 de agosto, um jovem quilombola da Família Silva que chegava de seu trabalho nas mediações da Avenida Nilo Peçanha, próximo ao Quilombo, foi atacado por dois policiais deliberadamente, que o abordaram de forma brusca e comprometedora, lhe chutaram, lhe empurraram, e lhe agrediram da maneira mais sórdida possível, e somente após estas atrocidades, solicitaram que o rapaz apresentasse sua documentação. Mesmo demonstrando que era um trabalhador, os brigadianos espalharam sua vianda de comida e o ameaçaram que se reagisse ou contasse para alguém seria enxertado com drogas e o levariam preso. O rapaz explicou que era morador do Quilombo, que ali eram terras de resistência escrava, contou um pouco do que significava ser um Quilombola, mesmo assim os brigadianos ignoraram sua fala e continuaram a agredir. Em seguida sua irmã que passava pelo local, reconheceu seu irmão e dispôs-se a dialogar com os policiais, falou que o irmão era uma pessoa honesta e que não merecia estar passando por aquela situação, pediu que eles largassem seu irmão, que se não o fizessem estaria anotando a placado carro policial para denunciar, após muita insistência, resolveram largá-lo.
2ª episódio:
No mesmo dia, mais tarde, outro jovem quilombola que retornava do quartel também sofreu abordagem por parte dos mesmos policiais, que o agrediram e o algemaram, ofenderam-lhe moralmente dizendo: - Aqui não é lugar de vileiro, de pobre! É sim lugar só de gente rica! Nós vamos te enxertar droga se reagir! Tamanho preconceito demonstrado que rotula trabalhador, como que ser pobre não acrescentasse nenhuma qualidade, esta fala explicita o quanto à presença desta população é indesejada naquele local. Após, chegou o tenente deste pelotão que identificou que o rapaz era do exército liberando-o.
3º episódio:
No dia 25 de agosto, o responsável pela família dirigiu-se ao posto policial da 8ª Delegacia acompanhado do advogado da mesma para verificar as medidas que seriam tomadas perante as repetidas investidas dos policiais junto aos moradores do Quilombo e solicitar a escala de serviços dos brigadianos para que pudessem identificá-los. Ele fez um relato referente aos ocorridos salientando que quando acontecem os fatos a brigada vem a pé, agride, não especifica os motivos, não se identifica e depois chama reforço para validar. Ao ouvir a denúncia, a orientação do policial foi que teriam que ir ao comando do 11º Batalhão e que não poderia oferecer a escala de trabalho dos policiais ali citados, que o reconhecimento dos mesmos deveria ser feito no local.
4º episódio
As 18h30min do mesmo dia, este senhor estava com seu neto que brincava no velocípede em frente à placa de titulação quilombola quando se aproximaram dois brigadianos com arma em punho ameaçando-o, neste momento, um dos moradores do Quilombo saia para ir ao açougue, aproximou-se e mostrou sua identidade dizendo que todos por ali eram trabalhadores, perguntou até quando esta perseguição estaria acontecendo, reclamou o que fizeram com seu filho no dia anterior, afirmou que esta situação teria que acabar. Neste momento, os policiais o agrediram e o ameaçaram de morte.
Um dos brigadianos chamou reforço pelo rádio, veio em média uns trinta brigadianos que invadiram o Quilombo com arma em punho, que agrediram o rapaz em várias partes do corpo, que empurraram uma menina de 18 anos com necessidades especiais no chão, machucando-a, que perseguiram os moradores dentro do Quilombo como se tivessem caçando um animal, invadiram as casas, estavam descontrolados, cegos, irados, apavoraram as crianças do quilombo que gritavam incessantemente por socorro e de uma forma curiosa uma destas crianças solicitou ao seu pai : “Pai, chama a Polícia!!! , irônico isto, triste ao ver até onde nossa Segurança Pública chegou, e era a policia a principal vilã do negócio.
Quando pequenos vamos e escola e os professores nos ensinam que a Polícia protege a todos os cidadãos, sem distinção nenhuma, nossos pais também nos passam isto, na TV, no rádio, enfim, todos falam em uma mesma sintonia. Tamanha confusão psicológica causada nestes pequenos seres que inocentemente ainda acreditam que esta seja uma grande verdade e clamam para que ela aconteça. Quando a gente cresce, começamos a entender o outro lado da moeda, MAS ATÉ ENTERDERMOS QUE SÓ CONTAMOS COM NÓS MESMOS, QUEM PROTEGE NOSSA POPULAÇÃO?
5º episódio:
Levaram o quilombola reclamante para o posto policial, ...algemado, colocaram-no de joelho com a cara na parede, ...algemado, e quando o advogado chegou no devido posto, ele estava sentado no chão, ....algemado.
Quando o advogado chegou na delegacia, ficou notório que os dois soldados não sabiam nem preencher o Termo Circunstanciado, documento de relatório policial, que necessitavam da ajuda de seu superior para fazê-lo. O advogado perguntou a eles por que haviam feito aquilo com a família Silva, queixaram-se que haviam sido ofendidos. Ele também perguntou se foram eles que abordaram os membros da família as outras vezes, disseram que sim. Ao ver que seus subordinados estavam falando demais, o superior chamou os dois em um canto e ordenou que ficassem quietos, senão se enrolariam. O advogado também perguntou se eles leram os direitos do quilombola antes de prendê-lo, se pediram a identidade, se informaram que área judiciária estava responsável por aquela ação, se informaram o juiz de plantão, sabemos que nada disto foi feito. Após o interrogatório, o advogado conseguiu levar este chefe de família, honesto e trabalhador para casa.
Os quilombolas foram levados ao Instituto Médico Legal, relataram os ocorridos perante a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, foi feito ocorrência na 8ª Delegacia, foram ao DML e ao HPS, comunicaram a Zero Hora que se comprometeu de retornar a ligação para estar no Quilombo entrevistando seus moradores e não deu retorno, em todos os “Espaços de Defesa” que deveriam estar 100% mobilizados em defesa desta causa...
QUANTOS EPISÓDIOS MAIS AINDA TERÃO QUE SER LISTADOS?
Olhar diferenciado, preconceituoso, intimidatório, racista, ou seja, Racismo Institucional;
Racismo Institucional, este que oprime o negro (a) em todos os espaços de poder, que enlouquece, que mata, que inferioriza e rotula por sua cor, sua raça, sua cultura, sua religião, sua identidade e que empodera o opressor para que ele sempre possa sair ileso de situações em que ele mesmo é o causador do crime.
Importante saber que faz quatro anos que existe uma demanda reprimida de cercamento do Quilombo Silva, que já passou pelo INCRA, e que hoje se encontra na SEPPIR, que deveremos ir ao Ministério Público Federal e no INCRA exigir que esta demanda seja sanada, que esta havendo um tamanho descaso por parte dos órgãos citados, que esta providência deve ser tomada o mais breve possível e salientar que se continuarem ações como esta e algo mais grave acontecer os mesmos serão responsabilizados, pois se este cercamento ali estivesse, poderia evitar grande parte destes constrangimentos.
Falta iluminação dentro do Quilombo, falta estrutura, falta segurança para que coisas como estas não aconteçam. Faz-se necessário pautar o Sistema de Serviço Público, a Comissão Nacional de Justiça, a Corregedoria de Segurança Pública, a Polícia Federal e outros mais para que providências sejam tomadas.
Assim, juntamente com Quilombo Familia Silva, o MNU chama a todos os movimentos sociais negros e não negros, religiosos, quilombolas, órgãos interessados, políticos, etc., todos que como nós se sentirem lesados por fatos como estes que ocorrem a cada minuto em todo o Brasil e que persegue a população negra, para juntos podermos mobilizar na construção de um Ato Público contra a perseguição do Quilombo da Família Silva, pela falta de Segurança Pública, contra a opressão, contra o abuso da Brigada Militar, contra o descaso da mídia para com a população negra. Para pedirmos que a SEPPIR se explique sobre o porquê se passaram quatro anos e nada foi feito para que o Quilombo fosse cercado, para que o Sargento do 11º Batalhão nos explique por que autorizou uma ação com esta, para que a Polícia Federal nos explique por que coisas como estas acontecem em uma propriedade do Governo Federal, onde eles são responsáveis pela segurança.
Esta na hora de denunciar, de abrir a boca, de comprometer a todos (as) que são coniventes com o Racismo Institucional , que oprime e mata nossa população.
postado por: Leandro Anton
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Bate papo sobre Literatura e Novas Tecnologias
Portanto, venha ao Quilombo do Sopapo para:
Bate papo sobre Literatura e Novas Tecnologias e Lançamento do livro "Fábulas Delicadas"
Dia 14 de setembro, terça-feira
às 18h
Convidada: Eliana Mara Chiossi
Mediador: Richard Serraria
O Quilombo do Sopapo fica na Av. Capivari 602, bairro Cristal e seus telefones são 3398-0602 e 3398-6788.
post: Leandro Anton
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Segunda projeção do FestFotoPoa
Nesta quinta-feira, 26, foi o segundo dia de projeção fotográfica no Quilombo do Sopapo. Parceria com o Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre. A programação teve os trabalhos do Grupo Nudos do Uruguay. Dia a dia, de José Pilone. Sueños, de Solange Pastorino. Histórias, de Suci Vieira e San Antonio de Álvaro Percovich. Na sequência da programação do Fotografia na Tela, foi projetado alguns dos videos produzidos pelos fotógrafos do Ponto, que acompanharam o movimento O Morro é Nosso.
Este trabalhos estão arquivados na biblioteca do Ponto de Cultura. Quem não pode comparecer nestas datas, poderá organizar nova sessão. A sala de projeções está a disposição.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Chikaoka surpreende no Quilombo
O fotógrafo Miguel Chikaoka esteve no Ponto de Cultura para ministrar uma oficina de fotografia. Uma parceria entre o Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo e a Ação Educativa do Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre.
Surpreendeu quando disse, logo no início do domingo 22, que o que menos faríamos seria fotografar. Segundo o educador é necessário perceber e conhecer a luz, antes de começar a apertar botão simplesmente.
Fotografias Eduardo Seidl
A primeira parte da oficina foi um exercício coletivo para a montagem, do que vamos chamar de Pinholoscópio. Um equipamento para se entender o funcionamento de uma câmera fotográfica. Outra surpresa foi quando ele disse que não falaria nada. Todo processo seria utilizando a luz como meio de comunicação. Seria apenas olhar e repetir passo a passo a montagem. Naquela idéia…Quem muito fala, pouco diz!
Todo o processo de montagem foi utilizando papel cartão, papel vegetal, papel alumínio e cola. Sem tesouras, estiletes, réguas ou outras ferramentas. As mãos seriam o padrão de medida e os cortes seriam feitos rasgando os papéis nas marcas das dobraduras.
Das 13 pessoas que estavam participando da oficina, todas conseguiram fazer o equipamento perfeitamente. Diferente de outras vezes que Miguel tentou montar o mesmo aparato utilizando medidas convencionadas por réguas e cortes com tesouras, conforme nos relatou.
O Pinholoscópio empolgou até mesmo fotógrafos experientes. Fez surgir questionamentos apartir da visualização da fotografia acontecendo dentro da câmara escura.
Por quê aparece tudo de cabeça para baixo e invertido?
Aí já estava pronto o segundo exercício, para mostrar a trajetória da luz.
A intenção foi perceber que estamos condicionados a utilizar equipamento que proporcionam imagens sem exigir o entendimento do processo. Isto nos distancia das funções e das infinitas possibilidades da linguagem fotográfica. Com a tecnologia digital na fotografia e com os serviços disponíveis no comercio, estamos condicionados a fazer apenas o estabelecido pela indústria.
Tubo plástico para bobinas de 35mm
O segundo dia, segunda 23, passamos para as pinholes feitas em tubos plásticos de bobinas de filme 35mm. Um formato rápido, fácil, econômico e portátil. A idéia é proporcionar um formato padrão para todos que acompanham a oficina. Oportunizando um diálogo mais igualitário, evitando desperdícios de experiências e material.
Coisa que pode parecer comum para muita gente. A pinhole já é trabalhada por todas as partes, de diferentes formas com vários objetivos. Miguel sugeriu mais uma vez, não procurar fotografias, procurar reconhecer a luz, procurar onde estão as sombras, quais são os tons. Ótimos resultados. Ótimas fotografias apareceram espontaneamente.
Fotografia pinhole do Joel
Fotografia pinhole de Beatriz
Fotografia pinhole do Leandro Anton
Sem luz, no tato e no som
A continuidade, na terça 24, começou sem a luz. Os olhos foram vendados. Explorar uns sentidos, ajuda aflorar outros. O exercício tinha a função de preparar a critividade. Em duplas, com as mãos e comentários, a idéia era descobrir sementes da amazônia, trazidas por Miguel. Formas, tamanhos, texturas, peso. O pincel de luz iria precisar destes detalhes frescos na cabeça.
O pincel de luz tem objetivo de aproveitar aquelas sobras de laboratório, ou eventuais acidentes que ocorram com o papel sensível. Papel velado não vai pro lixo.
Um papel velado, exposto a luz, tem 100% de preto. Um pincel molhado no revelador é capaz de trazer este preto, ou cinzas, conforme for aplicado. Assim como uma semente germina, desabotoando um pendão de raiz para dar início à planta. O pincel de luz, utilizado com criatividade, pode fazer nascer imagens incríveis. Cuidadosamente aplica-se o químico e lentamente vê-se aparecer o traço, assim como tinta. Bueno, as possibilidades são infinitas. Segue apenas três exemplos das obras executadas.
Foram três dias corridos, cheios de novas sensações, tempo curto para explorar todas as possibilidades propostas. Outras oficinas virão para dar continuidade a estes exercícios.
Comunidade apresenta Morro Santa Tereza
texto de Aline Rodrigues
fotos de Cristina Nascimento
Para que a luta pela moradia e pelo meio ambiente não se apague no Morro Santa Teresa, uma visita às comunidades do local foi realizada no último sábado (21). Movimentos sociais, ambientalistas e indivíduos que estão na defesa do Morro foram recebidos por lideranças comunitárias para conhecer o espaço e a realidade das famílias que vivem ali e são ameaçadas de realocação.
A mata nativa, logo na chegada, foi apreciada junto de umas das vistas mais belas do Guaíba e de Porto Alegre. Em caminhada pelas comunidades, os visitantes tiveram contato com os moradores e a história das vilas Padre Cacique, Figueira, Vila Gaúcha, Ecológica, Santa Rita e União, que são espaços residenciais e de rica biodiversidade do Morro Santa Teresa.
Outra passagem importante dos participantes foi pelas instalações da Fundação de Atendimento Socioeducativo (FASE), órgão que deu início as mobilizações contra a especulação imobiliária. Neste ano um projeto da governadora Yeda Crusius pretendia alienar a um valor irrisório a área onde a fundação está situada para satisfazer os interesses privados.
Com a permuta, boa parte das 20 mil pessoas que residem no Morro seriam, a contragosto, transferidas de suas casas para outra região da cidade. Mas os moradores, unidos aos movimentos sociais, ambientalistas e entidades sindicais, conseguiram barrar a proposta que estava para ser votada pelos deputados gaúchos.
É por isso que a atividade deste final de semana serviu para consolidar a vitória das comunidades, que estão cada vez mais conscientes do papel que têm como protagonistas da sua história.
Os moradores do Morro Santa Teresa continuam na luta!
Mais algumas imagens da fotógrafa Cristina Nascimento, que não poderiam ficar de fora desta seleção.
fonte do post: www.projetoimagensfaladas.com
domingo, 22 de agosto de 2010
Ordem judicial capaz de matar não ressuscita
No dia 21 deste mês de agosto completou-se um ano do assassinato praticado contra o agricultor Elton Brum da Silva, como conseqüência de uma ordem judicial determinada em ação movida contra agricultores sem-terra, como ele, no município de São Gabriel. A agilidade que o Poder Judiciário mostrou para defender o direito de propriedade, no processo que assassinou Elton, é geometricamente desproporcional aos males que esse direito causa, mesmo quando descumpre a sua função social...
Para ler o artigo completo clique aqui (rsurgente).
post: Leandro Anton
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Chikaoka faz oficina aberta em Porto Alegre
Ação Educativa do FestFotoPoa, em parceria com o Quilombo do Sopapo, traz Miguel Chikaoka para uma oficina neste domingo, dia 22, 14h.
Miguel Chikaoka é fotógrafo e fundador da Associação FotoAtiva de Belém do Pará.
Mestre da fotografia e da educação do olhar, Miguel vai proporcionar um encontro aberto ao público durante a tarde de domingo no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo.
Este encontro será uma oportunidade de conhecer as experiências de Chikaoka com os aparatos artesanais para educação do olhar e percepção da luz. Debater acerca da formação da imagem, do ato fotográfico e das possibilidades que estão a nossa disposição, mas nem sempre percebemos. Tomando a luz como ponto de partida, desde o seu aspecto físico, mensurável, até seu universo simbólico, espiritual.
Miguel vai acrescentar estas sabedorias as práticas de fotojornalismo do grupo de fotógrafos populares do Cristal. Esta atividade faz parte da Ação Educativa do 4’ Festival de Fotografia de Porto Alegre.
Mais informações pelos fones do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo. f. 33986788 ou 33980602.
Atividade:
Oficina com Miguel Chikaoka
Onde:
Quilombo do Sopapo, Av. Capivari, 602, Bairro Cristal.
Quando:
Domingo, 22 de agosto, 14h.
Segunda-feira, 23 de agosto, 14h.
Terça-feira, 24 de agosto, 14h.
Como chegar:
Lotação: Cristal.
Ônibus: Liberal, Padre Réus, Camaquã, Ponta Grossa, COHAB e Juca Batista
fonte do post: projeto imagens faladas
